

Calma: o governo Brasileiro não declarou guerra aos piratas Somalis, trata-se de uma intensificação das ações contra a pirataria de softwares no mercado brasileiro. Mas será que essa é a melhor maneira de se combater a pirataria?
Alguma medidas serão prioritárias, como a implantação do programa Cidade Livre de Pirataria, o qual prevê um trabalho integrado entre o governo federal e municípios contra a falsificação de produtos.
Veja aqui a matéria do IDG Now.
No total, serão 23 ações principais com a finalidade de incentivar a compra – por consumidores e logistas – dos softwares proprietários.
É interessante, no entanto, a forma como a política influi em determinadas tomadas de decisão, afinal todos que moramos em São Paulo, por exemplo, sabemos como é fácil adquirir um pirate software nas milhares de barracas de camelôs espalhadas em várias ruas de centros comerciais conhecidos.
Anos atrás o Brasil foi pioneiro ao quebrar patentes de remédios para viabilizar a medicação de aidéticos, da mesma forma que a criação dos genéricos aumentou o acesso às prateleiras por parte de pessoas de baixa renda.
Por que então, ao invés de se destinar recursos a grandes campanhas contra o pirate software, não se opta por divulgar de maneira ampla o uso do open source? Afinal as pessoas não compram os programas nas barraquinhas porque são acionistas do tráfico, como algumas campanhas – péssimas – já mostraram.
As pessoas compram um editor de textos na barraquinha porque ele custa R$ 10,00, enquanto o mesmo programa oficial custa, no revendedor autorizado, R$ 700,00. Considerando-se que o salário mínimo no país está na casa dos R$ 450,00 e que viver custa caro, parece óbvio que o consumidor final procurará o caminho mais barato.
E se esse consumidor soubesse, porém, que pode obter um software equivalente de graça? É claro que os R$ 10,00 ficariam muito caros e que o open source teria uma ampla procura.
Aqui no blog vemos notícias de várias empresas ligadas ao estado que optaram pelo software livre. Quem usa, sabe que muitos – como o br office, por exemplo – já preenchem até 95% da funcionalidade dos softwares proprietários equivalentes.
Cabe a nós que temos um pouco mais de acesso à informação divulgar e divulgar. E divulgar de novo, todas as vantagens do software open source para que a cada dia mais e mais pessoas saibam de suas existências e de suas funcionalidades, assim estaremos fazendo realmente um combate à pirataria eficiente e cidadão.
Nas próximas semanas vamos divulgar aqui no Blog vários softwares open source, trazendo o máximo de informações a respeito dos mesmos e convidamos vocês, amigos internautas, a nos ajudarem através de indicação de programas para que avaliemos e divulguemos.